quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Novo Tempo das Américas

Como a maioria dos brasileiros fiquei acompanhando de longe a campanha presidencial dos EUA nestes últimos dias e, confesso, também fiquei surpreso com o resultado.
Não exatamente pela vitória de Donnald Trump, mas pela expectativa criada ao redor do mundo.

É bem verdade que até hoje não entendi direito como funciona a composição de cadeiras que determina o Presidente eleito, já que na votação popular prevaleceu o empate técnico anunciado pela maioria das pesquisas. Mas a verdade é que o resultado remete, no mínimo, a uma reflexão, já que a apreensão é inevitável depois da campanha polêmica protagonizda pelo vencedor.

Prefiro analisar alguns fatos que, independente de terem ocorrido na terra do Tio San, deveriam servir de alerta para futuras campanhas políticas:

1) Boa parte do povo americano deixou claro que não se deixa mais enganar pelas veiculações tendenciosas da mídia, nem tampouco pelos fatos criados em época de campanha para denegrir um ou outro candidato.

2) O apoio de artistas famosos já não influencia mais a decisão dos eleitores mundo afora, a não ser aqueles que nunca tiveram (e nunca terão) opinião própria. Talvez aqui fique explícito o mal provocado pela obrigatoriedade do voto que persiste aqui no Brasil.

3) O eleitor americano mostrou que, quando se trata de resgatar o orgulho patriótico, vale a pena correr riscos a ter que manter o modelo que já não estava mais gerando resultados práticos. Se Trump faliu 4 vezes e se reergueu, porque os EUA não podem dar a volta por cima e recuperar a hegemonia econômica mundial?

4) Ao invés de se conformarem com programas sociais do governo atual os gringos, mesmo que tardiamente, demonstraram preocupação para com a "desindustrialização" do país e esta promessa deverá ser intensamente cobrada do novo líder, e reflete a esperança de boa parte do povo na recuperação de oportunidades de trabalho, e não cabides de emprego ou estabilidade no serviço público.

5) Muito embora receptivo, o povo americano deixou claro que prioriza a solução de seus próprios problemas, e não na tradicional interferência no "problema" dos outros países... e que mal há nisso?
Mesmo criando-se um terrorismo acerca da imigração ilegal só o tempo será capaz de mostrar quem estava certo... Trump ou os europeus, que estão se engalfinhando por conta deste mesmo problema.

6) Os eleitores também estão à busca de candidatos que tenham personalidade própria e que não se sujeitem ao interesse histórico de seus partidos, lembrando que lá são apenas republicanos e democratas.

Enfim... a lição política já foi passada... esperamos que Trump não seja tão somente um fato novo, mas que herde o bom senso do carismático Obama e que seja muito mais eficiente e discreto em sua gestão do que no trato com a mídia...

E que Deus abençoe a América!!!